As chuvas castigaram o estado do Rio de Janeiro no início de abril. As cidades do Rio de Janeiro, Volta Redonda e Barra Mansa foram castigadas pela enxurrada que destruiu parcialmente estas cidades e fizeram vítimas fatais. Talvez muitos não repararam, mas as famosas águas de março passaram para o início de abril.

 

Muitas mudanças climáticas estão acontecendo no mundo inteiro. Chuvas demasiadas, períodos de secas constantes, frio e calor fora do normal, são algumas delas que vem deixando em alerta o planeta. Mas será que isso acontece por acaso? Logicamente que não. Isso tudo vem acontecendo pela resposta que o meio ambiente tem nos dado. Corte de árvores para construções de casas, prédios e praças, desmatamento em excesso para vender a madeira e para novas construções, poluição do ar, rios e mares que “nós” não estamos pensando nas conseqüências que estamos causando. E sem esquecer do lixo jogado na rua. Diariamente papéis, cabinhos de pirulito, guimba de cigarros, palitos de fósforos, sofás, geladeiras, garrafas PETS são jogados em todos os lugares sem pudor, pela maioria da população das cidades do mundo inteiro.

 

Em Piraí isso também acontece e não adianta culpar os governos municipais, estaduais e federal pela sujeira na rua. Mas não tiro a culpa dos governos. Na mesma proporção de quem joga lixo na rua, falta uma política pública de educação ambiental em todas as cidades do país. Por mais que já tenha, tem que ser uma política pública forte com orientações nas escolas, CRAS, postos de saúde, em projetos esportivos, universidades, empresas e todos os locais em que a educação ambiental possa chegar. Estamos atrasados e não há tempo para esperar. A natureza sinaliza e estamos assistindo de camarote sem nos mover. E lembre-se que a cidade mais limpa é aquela que menos sujamos.

Fernando Marlos é professor de Educação Física na escola Luiz Marinho Vidal, na Jaqueira, em Piraí. Ele é coordenador do  projeto Superando Limites: somos todos iguais.

Compartilhar: